domingo, 30 de maio de 2010

Deus nos incomoda?

Enquanto uns crêem como certo que o mundo foi criado por Deus, outros crêem na mesma intensidade que sua origem se deve a uma grande explosão primordial conhecida como Big Bang fruto de uma força cósmica. Mesmo não negando a existência de Deus entendem que o universo seja o resultado de um mecanismo cósmico.
            Enquanto uns crêem que o ser humano seja obra prima saída das mãos criadoras de Deus, outros também crêem ser fruto de uma evolução crescente do reino animal. Cada qual procura motivos e razoes que garantam seu modo de pensar, de agir e de crer.
            Enquanto uns vêem as catástrofes, as inundações, os terremotos e outros acidentes cósmicos como ação divina, ou como castigo de Deus, outros encaram como conseqüência de fenômenos naturais, ou mesmo da imprudência e abusos do ser humano que não respeita as leis da natureza e provoca desmatamentos e assoreamentos, invade áreas impróprias para construções e usa desmedidamente certos produtos tóxicos e ofensivos à vida da natureza e do próprio ser humano.
            É muito fácil jogar a culpa de tudo isso nas mãos de Deus. Ele não responde. Ele não revide. E muito menos castiga. Ele é alguém que simplesmente deseja o melhor para cada uma de suas criaturas. Tudo dispõe para o bem e para a felicidade de todos.
            Essa idéia pode incomodar muitas mentes e muitas consciências que se encontram na procura de valores e idéias que assegurem um conteúdo fortemente denso para dar sustento a seu modo de ser e de agir. Às vezes nem pensam em Deus. Pensam e buscam idéias, conceitos e raciocínios.
            Somente no momento em que surgir alguma angústia existencial é que despertarão para algo diferente, para alguma inquietude ou, talvez, para buscar algum valor superior ligado ao espiritual. Será Deus incomodando, inquietando? Será Deus querendo seu espaço, seu lugar? Ou será o ser humano precisando admitir suas limitações e suas fraquezas?
            Seja como for, Deus não quer incomodar ninguém, não quer interferir nas decisões de ninguém. Quer apenas ser amado. Amado ou não sempre estará disponível e servidor. Mesmo que nem todos o entendam, ele continuará “fazendo nascer o sol sobre bons e maus, e a chuva cair sobre justos e injustos” (Mt.5,45), porque ele é generoso e misericordioso.
            Se alguém tiver a sensação de que Deus esteja incomodando ou atrapalhando, engana-se. O que realmente incomoda e atrapalha é a própria consciência quando ferida por atitudes incoerentes, ou quando é manipulada por atos falsos ou mentirosos. Ela é implacável no julgamento. E Deus é misericórdia. Ela é quem incomoda. E Deus é sempre perdão.
            As fraquezas e as limitações levam muitas pessoas a duvidarem de si mesmas, a não acreditar na possibilidade em superar certas situações amargas. Por isso encontram enormes dificuldades em perdoar a si mesmas, em entender que sempre é possível se enganar e até errar.
            Julgam que seja Deus quem esteja incomodado e, consequentemente, envie certas provações ou castigos especialmente para quem tenha a consciência acusando de certos atos de injustiça ou exploração dos mais fracos. Mas Deus não se incomoda. Ele tão somente ama e espera amor.

artigo do Frei Venildo Trevizan

sábado, 29 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Santo sem deixar de ser jovem


Jesus é a melhor escolha
Juventude. Fase da vida em que não conseguimos escapar de uma determinada palavra:Escolher! São tantas escolhas que devemos fazer nesse momento da vida. Além do mais, são escolhas, que querendo ou não, irão determinar o nosso futuro.
Fase também em que pensamos que tudo podemos fazer. Estamos no vigor da idade. Há um desejo de tudo mudar. Há um desejo de viver melhor. É o momento da novidade, ou seja, o momento de criarmos nossas experiências.
Se queremos novas experiências há um caminho que sempre nos levará a elas. Sim! Existe esse caminho meus queridos jovens! E é um caminho que será determinante em sua vida. Caminho que precisa da sua escolha. Este caminho é Jesus Cristo. Ele mesmo. Não há outra forma de ter experiências maravilhosas se não for por este trajeto.
Ao escolhermos seguir essa trilha, somos chamados a nossa primeira vocação. Melhor ainda, somos chamados a realizar a vontade do Pai Celestial. Somos chamados a viver a Santidade, a sermos Santos. Repito: a sermos Santos!

O bem do Espírito ou o “melhor” do mundo?
Também concordo com você ao falar que é muito difícil de viver a santidade nos dias atuais. Fazemos parte de um quotidiano que os ditos da moda é sermos independentes, que não precisamos de nada, que o mundo tudo nos oferece e oferece o “melhor” e dentre tantas outras coisas. Mundo no qual se encontra na relatividade. Que tudo é por acaso e que o valor humano pode-se deixar de lado.
Queridos jovens, mas digo a vocês que é possível sim viver a santidade. Como? Basta voltarmos o nosso olhar para aquele que quer o nosso bem e com o seu amor abundante nos sustentará: Jesus! E Ele, na sua bondade e compaixão, não nos abandona, pois o seu Espírito quer habitar em nosso coração. Ou seja, Ele quer nos batizar novamente através do seu Espírito Santo. E a força desse Espírito é que nos impulsiona a querermos ser santos diante das tantas coisas “boas” que o mundo nos dá.
Pentecostes, momento de deixar fluir a santidade
Estamos prestes a celebrar Pentecostes. Momento em que os apóstolos foram batizados pelo fogo do Espírito Santo e recebendo assim o árduo dom de anunciar a Palavra de Deus. Momento em que a Igreja nasce do alto. Acontecimento que nos mostra que Deus não nos deixou sozinhos e que tudo o que não era compreendido passa a ser compreendido pela ação reveladora do Espírito Santo.
Se você, jovem, que quer deixar a sua marca nesta terra, que quer fazer algo diferente, que sente uma ousadia em fazer parte daqueles que são portadores da Palavra de Deus e que escolhe viver a santidade na sua juventude e para sempre, chegou o momento de pedirmos para sermos batizados nesse fogo, chegou o momento de darmos livre acesso à ação doce e abrasadora do Santo Espírito que quer fazer morada em nós! Momento em que o Espírito Santo irá fazer fluir rios de água viva do nosso interior. E assim teremos a certeza que daremos conta de viver a nossa santidade e que temos a autoridade de proclamar que somos Filhos do Céu, pois somos renovados a cada dia pelo poder do Espírito Santo.

Que nossa meta seja sempre o céu!
E é através dessa experiência carismática que seremos santos sem deixarmos de sermos jovens. E você pode ter certeza, a citação bíblica que deixo finalizando esse convite, irá fazer parte da sua vida! “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.” (1 Tm 4, 12) Vamos nos tornar modelos para outros jovens que tanto necessitam conhecer a ação desse Espírito que nos leva ao encontro do Deus de Amor.
Jovens renovados buscando as coisas do alto! Que nossa meta seja sempre o céu! Chegaremos lá mantendo os pés no chão e vivendo cada dia a nossa santidade. Verso l’ Alto! (Para o Alto!). “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.” (Cl 3, 1) Uma escolha que realmente compensa e além do mais, nunca seremos decepcionados pois o Alto nos leva à misericórdia de Deus.

Venha experimentar a força do Ressuscitado! Venha viver a experiência de ser dependente da ação do Espírito Santo! Venha experimentar coisas grandes e melhores que o Espírito Santo nos precede! Venha ser um jovem santo!

Fiquem cheios do Espírito Santo!

Do seu irmão em Cristo,

Rubimar Gonçalves Filho – Estudante de Farmácia e integrante da Comunidade Abba-Pai.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Hora de ser mãe

                      Toda a hora é hora de ser mãe. Todo o dia é dia de agir como mãe. Toda a vida é vida doada por aquela que se sente feliz por ser mãe e por ser geradora de seres humanos que os chama filhos e filhas. Mesmo não podendo gerar essas vidas pode e se sente feliz em assumi-las como suas.
            Aliás, a mulher que se orgulha em ser mulher sabe o quanto é maravilhoso ter em seus braços esses seres humanos gerados muitas vezes por mães revoltadas e que não os aceitaram, mas agora encontraram aceitação, acolhida, carinho e segurança. Verdadeira mãe não é apenas aquela que permite um ser humano vir ao mundo, mas aquela que se dispõe a educá-lo para o mundo e para seus respectivos desafios.
            O difícil está aqui. São muitas as mães que vivem apreensivas, com o coração na mão, e já um tanto exaustas por não saberem mais o que fazer com seus filhos e para seus filhos. Muitos sonhos já morreram. Sobrou o desânimo. Sobrou talvez a decepção de não terem conseguido a desejada convivência e a tão necessária atenção dos mesmos.
            São muitas as mães que se interrogam aflitas querendo saber por que os filhos não atendem, não obedecem e não seguem mais os conselhos dados com tanto carinho e com tanto amor. Gostariam, talvez, que esses filhos nunca crescessem, mas continuassem a vida inteira crianças para mais facilmente controla-los. Por isso é difícil, até doloroso, vê-los escolhendo caminhos próprios, seguindo outras idéias, outras doutrinas e outras crenças. Para muitas mães isso não cabe em suas mentes e muito menos em seus corações.
            É hora de ser mãe! É hora de pensar nos filhos não para si, mas para o mundo. Não para os planos pessoais, mas por aquilo que eles escolheram. Deixa-los livres para suas próprias escolhas e esmerar-se em respeitá-los e até incentivá-los a serem bem sucedidos, mesmo contrariando a vontade e os sonhos.
            Essa é a hora muito difícil de ser mãe. Mas é preciso ser para não acontecer aquilo que está acontecendo para muitas delas de terem que ver seus filhos engolidos pelas inundações das drogas e da violência, sendo arrastados para presídios ou sendo vítimas das guerras entre as gangues de traficantes.
            Essa talvez seja a hora mais amarga de ser mãe. Mas é preciso ser mãe. Não fugir. Não abandonar. Não se acovardar e nem desesperar. É hora de iniciar uma nova e sofrida gestação. É colocar-se nas mãos de Deus e pedir apenas que não lhes falte a luz e a graça para terem forças suficientes e, como Maria aos pés da cruz de seu filho Jesus, manterem a esperança e a confiança de que um dia haverá ressurreição e haverá nova vida e novas alegrias.
            Ser mãe bem que poderia ser para celebrar a honra de ver um filho, uma filha, subindo ao palco e recebendo o diploma de uma conquista. Ou acompanha-los em muitas outras conquistas e troféus e vê-los vencedores.
            Toda a hora é hora de ser mãe. Ser mãe que abençoa, que perdoa, que consola e incentiva. Ser mãe que reza, que agradece e bendiz. Ser mãe que chora e que ri. Ser mãe como Maria que guardava a dor no coração e revelava amor em toda a sua ação.
                                                                                                          
  Frei Venildo Trevizan

terça-feira, 4 de maio de 2010



"Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar
que Deus nela escreva o que quiser..."
(Santo Agostinho)

sábado, 1 de maio de 2010

Dia do Trabalho



Nesse dia o mundo deveria dar mais valor
A você que cedo levanta trabalhador
Você! Que muitas vezes trabalha sem comida
Você! Que trabalha toda uma vida
Mas nesse dia do Trabalhador
continua sem valor!

É quem constrói a Nação
Mas é quem menos tem a receber
É quem dá tudo de si em troca de nada
Trabalhador que planta tem que colher

Mas trabalhador é classe, e esta é abandonada;
Neste seu dia, comemora-se no mundo inteiro.
Mas o mundo não conhece quem trabalha,
Quem passa uma vida fazendo tudo direito!

Mas esse é trabalhador verdadeiro,
Aquele que tudo faz calado, não espalha;
Ah! Trabalhador! Sem casa, sem comida sem saúde!
Trabalhador desempregado, desnutrido amiúde
Vai trabalhar, que canta, que ri e que chora
Vai comemorar o que nessa hora?

De globalização, de guerra, de desemprego;
Trabalhar onde? Foge da seca e no desapego
Até da família esquece, vai longe trabalhar
Na esperança de um dia tudo melhorar...

((Maju/ctba))

sexta-feira, 30 de abril de 2010



"Esquecer é uma necessidade.
A vida é uma lousa, em que o
destino, para escrever um novo caso,
precisa de apagar o caso escrito".

((Machado de Assis))

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O que sinto nesse momento?

Difícil definir o que sinto neste momento
Uma fusão de sentimentos em conflito entre a razão o corarão
Uma mistura de amor e ódio, dor e saudade, incertezas e ilusões.
São problemas distintos que resolveram interagir sem planejamento.
Talvez seja mais um destes testes que a vida procura nos aplicar
Um teste para testar diversas habilidades complexas.
Onde os resultados não atingem o grau de maturidade realizado em sua auto-avaliacão.
Descubro grades ocultas que ate então não haviam sido ilustradas
Ou talvez estivessem tão visiveis a ponto de serem ignoradas.
Estou vivendo três conflitos na qual perturbam minha paz.
E destes três somente uma pessoa tera conhecimento de sua totalidade... Eu.
Sinto-me como em um monologo
E na plateia estão meus julgadores, alguns que me querem bem, outros se abstem.
E aqueles que torcem por minha derrota.
Mas não vou desistir de melhorar
E quando falo em melhora, me refiro a mudança interior
Missão nada fácil... mas pretendo dedicar me nesta ação!

Hanna Nery - 16/04/2010

O problema fortalece


Você não tem problema ou dor
se estiver plenamente convencido de que o poder
de Deus, que tudo soluciona, está alojado dentro de você.
O problema, em si, não existe.
Você é que o sente de uma maneira ou de
outra. Se pensar fraco, ele será forte.
Eleve a compreensão. Anule a fraqueza do pensamento.
Revista-se de
energia.
Problemas são benefícios.
Convencer-se de que os problemas fortalecem
é exercitar uma
vida melhor.

((Lourival Lopes))

Compartilha, 28-04-10


Amigo (a)


Perdoe-me o abuso, mas as palavras clamam. E não dá para contê-las. Logo mais teremos um opúsculo reunindo estas e outras linhas. Já tem até título provisório. Comunicar-lhe-ei quando estiver pronto. Deixe-me abusar da amizade e proclamar algo mais.

Dentro de cada um de nós transitam mil rios. Mil faces vão e vem em nossas estradas. Quantas pessoas conhecemos? Quantas vidas por nós passaram e passam? Singularidades diversas. Rostos que nunca mais veremos. Belezas que nunca mais contemplaremos. Outras retornam, a cada dia, igualmente carregadas de uma beleza singular a cada amanhecer e entardecer. Nunca mais somos os mesmos desde que nos abrimos ao mundo das relações. Somos marcados com o sinal do outro, ainda que imperceptíveis sejam estes sinais. Por isso não somos solidão. Somos solidariedade. Somos mutualidade. Somos imbricamento de rios, riachos, canais. Acertadamente canta Paulinho da Viola: “foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar”.

Por isso é importante acolhermos a face do outro, ainda que desta face ora queiramos nos aproximar, ora queiramos nos afastar. Porque a vida é feita de encontros e desencontros. E, entre encontros e desencontros, encontramo-nos, a nós e aos outros, sempre. E corremos o risco de perdermo-nos e perdermos o outro, igualmente. Mas, cest la vie. O fato é que crescemos juntos, na unidade dos diferentes. Não tem outro jeito. Graças a Deus.

Homens e mulheres são como rios. Ao longo da vida transitam por entre planícies e montanhas. Atravessam duras superfícies. Abrem fendas. Desbravam caminhos novos. Alguns rios morrem ao longo do trecho. Outros se juntam a outros e se tornam mais leitosos. A maioria deságua no mar, símbolo maior transcendência última, como para dizer do próprio Deus, Oceano sem fim, Eternidade ilimitada inequivocamente, “Lugar” onde as águas se encontram e festejam a vida e a alegria de terem passado por tantas intempéries e belezas.

Um grande, profundo e amigo abraço. Na sinceridade de quem lhe deseja, tão somente, o melhor. Nada mais que o melhor.

Prof. Onofre Guilherme S. Filho
PUC Goiás

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um novo tempo ...

Um novo tempo chega... e dele, espero mudanças.
espero.... conquistas.
espero alcançar sem medo meus objetivos.
Mas, tenho um pouco de receio para seguir.... afinal o que tenho visto em evidência, foram apenas atitudes superficiais... sem sentimento. Tenho medo de expor o q há de melhor em mim... pois fazendo isso, estarei expondo junto com as qualidades, minhas fraquezas.... e me pergunto... será q vale a pena? Diante desse mundo descaradamente desumano..... vejo a discordia, pessoas atropelando pessoas....
As pessoas tbem estao aprendendo a lutarem por aquilo q querem.... mas nao aprenderam ainda a fazerem isso sem ferir um outro alguem. Nao julgo os que correm atras de seus sonhos, mas as pessoas poderiam aprender a alcançar suas metas sem machacar os que os amam.
Bom! Nao vejo só as obscuridades.... vejo tbém o esforço... de poucos, mas vejo.... tornarem este mundo um pouco mais caloroso.
Sei lá.... este novo tempo me fez refletir.... estou começando a aprender a traçar minhas prioridades e sei q se eu me esforçar, conseguirei seguir o caminho certo..... o caminho q meu coraçao me guia, que até o momento, tenho dificultado a compreensao com impulsivas tentativas de querer mudar o q está tao evidente!!!
Que todos tenham um novo tempo de reflexao... q cada um posso avaliar sua vida e traçar aquilo que realmente é importante para si! É o q desejo a todos...

Hanna Nery - 16/04/2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Por que nos angustiar?


A notícia da Ressurreição já havia espalhado pela cidade e arredores. Os discípulos de Emaús contaram aos apóstolos, em detalhes, “o que havia acontecido no caminho para casa, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão (cf. Lc 24,35). Mesmo assim, o grupo dos apóstolos duvidou. Jesus, então, apareceu a eles pela terceira vez desejando, em primeiro lugar, que a paz estivesse no meio deles, mas eles não O reconheceram. Porém, o Senhor insistiu dizendo:

“Por que estais perturbados e por que estas dúvidas em vossos corações? Vede minas mãos e pés, sou eu mesmo. Apalpai e vede. Um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 38-39).

Foi assim que Jesus encontrou os seus amigos: carregados de dúvidas e perturbações, com medo e tristes. Não entendiam o que estava acontecendo, sofriam com a solidão, com a ausência de Jesus; não se lembravam das coisas que Ele havia dito quando caminhava com eles. O Senhor sabia que esses sentimentos estavam tão presentes e latentes, que seus corações estavam apertados, cheios de angustias, por isso, insistia para que acolhessem a paz que vinha dele, do seu Coração Sagrado.

Estavam paralisados, insensíveis à sua voz amorosa, e com os olhos como que vendados, impedindo vê-lo de verdade, por isso Jesus pediu para que tocassem nele. Jesus tinha certeza que eles só acreditariam depois que o tocassem: apalpai e vede.

Essa atitude de incredulidade, de insensibilidade à voz de Deus está presente também na nossa vida. Deixamos que o medo, a tristeza, as dúvidas, as angústias, as insatisfações da vida vão nos paralisando, nos cegando, por isso, Jesus nos pede para tocar as suas chagas e sermos curados, libertos de nós mesmos, e assim tomarmos posse dessa vida verdadeiramente nova que Ele quer nos dar.

Ir. Silvana A. Nogueira é Consagrada Luz da Vida

sábado, 17 de abril de 2010

ParUSJE na Semana de Cultura e Cidadania


A Semana de Cultura e Cidadania será realizada entre os dias 21 e 23 de abril, com uma programação extensa e gratuita. Serão oferecidos minicursos, consultorias, oficinas, serviços na área jurídica, saúde e meio ambiente, apresentações culturais, recreação, lazer e visitas monitoradas ao Memorial do Cerrado, museus e laboratórios.
    A Paróquia Universitária São João Evangelista participe integralmente das atividades dessa Semana  e tem como equipe a subcomissão de Espiritualidade Cristão-Católica que está trabalhando com a motivação do Evangelho de São Mateus, "o que fizerem a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram..."(cf. Mt 25, 40).


Abaixo a programação:
Participe!


SEMANA DE CULTURA E CIDADANIA PUC GOIÁS - 2010
PARÓQUIA UNIVERSITÁRIA SÃO JOÃO EVANGELISTA (PARUSJE)

21 DE ABRIL

Horário
Atividade
Local
07h30
Missa Abertura
301/302 BLOCO F
08h30 às 11h30
Oficina de Canto Religioso com Pe. Cleidimar Moreira
 (inscrições antecipadas na Paróquia – certificado)
Igreja Universitária São João Evangelista
09h às 11h
Atendimentos de confissão e orientação espiritual
301/302 BLOCO F
14h às 17h30
Minicurso: Deus existe? – Frei Victor Hugo, OFMcap
(inscrição na Paróquia)
301/302 BLOCO F
15h às 18h
Curso: Formação de pais e padrinhos
(inscrição na Paróquia)
Capela Universitária (subsolo da Igreja Univesitária)
15h às 18h
Atendimentos de confissão e orientação espiritual
301/302 BLOCO F
16h
Banda “ Forró Entrelinhas”
PALCO PRINCIPAL
16h
Momento de relaxamento: Escute seu corpo – O Melhor amigo
301/302 BLOCO F




22 DE ABRIL

Horário
Atividade
Local
07h30
Ofício Divino das Comunidades
301/302 BLOCO F
09h às 11h
Atendimentos de confissão e orientação espiritual
301/302 BLOCO F
10h
Arrastão Cultural do Abraço
CORREDOR DAS STANDS
15h às 18h
Atendimentos de confissão e orientação espiritual
301/302 BLOCO F
16h
Momento de relaxamento: Escute seu corpo – O Melhor amigo
301/302 BLOCO F
17h
Antônio Alves e banda – Música Católica
Palco Principal


23 DE ABRIL


Horário
Atividade
Local
07h30
Ofício Divino das Comunidades
301/302 BLOCO F
08h
Momento de relaxamento: Escute seu corpo – O Melhor amigo
301/302 BLOCO F
09h às 11h
Atendimentos de confissão e orientação espiritual
301/302 BLOCO F
13h
André Luís e Banda – Cantor Católico (PARUSJE/GR)
PALCO PRINCIPAL
19h30
Casamentos Comunitários/
Missa de Encerramento
Igreja Universitária São João Evangelista


Inscrições
· por e-mail: secretaria@parusje.org.br
· pelo telefone: 3946-1681 / 1280(Oficina de Canto Religioso)
· ou diretamente na Secretaria da Paróquia Universitária: Pça Universitária, Esquina com 1ª Avenida, Qd 87, Lote 43, nº 400. Setor Universitário. Subsolo da Igreja

quinta-feira, 15 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Linguagem Difícil

       A grandeza do ser humano depende do sentido que souber dar aos acontecimentos que o envolvem a tal ponto que lhe favoreçam realizar algo que expresse conhecimento e competência. Nem todos possuem o mesmo poder, a mesma oportunidade e os mesmos meios. Cada qual se define e se projeta na proporção de suas capacidades.
         A linguagem humana enaltece justamente os que forem bem sucedidos. Tradicionalmente chega a estabelecer uma divisão implacável entre ricos e pobres, entre letrados e analfabetos e entre poderosos e povo humilde. Essa maneira de conceituar causará consequentemente enormes barreiras sociais, culturais, econômicas e religiosas.
        Enquanto a sociedade enaltece os mais, o Mestre dos mestres vem e enaltece os menos. E será difícil convencer os que têm mais a partilharem com os que têm menos. É difícil fazer com que os que sabem mais desçam de seu pedestal e se aproximem dos que sabem menos e os incentivem a crescerem. É difícil fazer com que os detentores do poder se desfaçam do orgulho e se coloquem como humildes servidores do povo.
            A linguagem humana está muito longe da linguagem divina. Os conceitos dos homens estão muito aquém dos conceitos de Deus. Por isso aquilo que o Mestre diz é profundamente desafiante. Ele mostra que felizes são os pobres, os que passam fome, os que choram, os que sofrem perseguições, calúnias e condenações por estarem comprometidos com a justiça e com a verdade. Para esses promete uma alegria e uma felicidade que nenhum outro provará.
            E dirigindo-se aos que a sociedade considera os mais favorecidos pela sorte usa de uma linguagem dura e ameaçadora: “Ai de vocês, os ricos, porque já têm a sua consolação! Ai de vocês, que agora têm fartura, porque vão passar fome! Ai de vocês que agora riem, porque irão ficar aflitos e irão chorar! Ai de vocês, se todos os elogiam, porque era assim que os antepassados deles trataram os falsos profetas” (Lc.6,24-26)
            Essa é uma linguagem difícil de entender e de aceitar. Ele não quer apenas consolar os pobres, os famintos, os que choram e os que sofrem calúnias e perseguições. Não quer que se conformem com a situação em que se encontram.
            Também não quer simplesmente condenar os ricos por serem ricos, nem os detentores do poder e da ciência. Ele quer mostrar que, para salvar o pobre, é preciso converter o rico. Para libertar os analfabetos é preciso convencer os letrados a se doarem. E para promover o povo humilde é preciso conscientizar os que se encontram no poder a trabalharem com o povo e pelo povo.
            O Mestre fala num tom ameaçador para tocar o coração frio e calculista, para abrir as mentes orgulhosas e prepotentes. Convoca a todos serem mais humanos e mais humildes. Alerta para não continuarem no caminho em que se encontram, mas tomem o caminho da solidariedade e da partilha.
            Caso contrário eles mesmos se condenarão. Deus é sempre misericórdia. Não tem pressa. Simplesmente coloca pelo caminho fatos e sinais que possam auxiliar na conversão do coração e na mudança do modo de pensar e de conviver.

Texto do Frei Venildo Trevizan